Airplanes
06 maio 2010
Podemos fingir que os aviões no céu à noite são como estrelas cadentes. Eu poderia realmente usar um desejo agora
Harley Williams Feat B.o.B - Airplanes
Não são os cegos que são deficientes visuais, somos nós que não enxergamos a inadimissível realidade mundial com relação a miséria e a fome.
Não são os deficientes físicos que não podem andar, ou locomover um membro, somos nós que não damos valor ao chão que pisamos, as coisas que temos e não aproveitamos.
A deficiência está no coração, daqueles que só se importam com si mesmos e esquecem que o mundo gira em torno de todos, fazemos parte de um ciclo entre a realidade e a falsa visão de vida. Devemos recuperar antigos conceitos, atitudes valiosas.
Vamos descobrindo, devagar, que a felicidade da vida se resume apenas a algumas, poucas, estrelas cadentes.
Re - pensar;
30 abril 2010 Marcadores: amor, pensar
E por que é que não temos essa visão? Será alguma deficiência, limitação inerente ao ser humano? Duvido muito. Todos nós temos plena capacidade de perceber todos os elementos presentes em nosso dia a dia, apenas vivemos imersos demais em nossos próprios umbigos e em nossos problemas para refletirmos o quanto agimos equivocadamente a torto e a direito.
O que você faria se olhasse a morte de frente? Entraria em pânico? Provavelmente. E mesmo que ela estivesse ali para alertá-lo sobre a sua conduta, ficaria tão paralisado que sequer poderia fazer algo a respeito. Certo? E se ao invés da sua própria morte, vislumbrasse a morte daquele que mais ama? Se visse diante de si a perspectiva de não poder ver de novo aquele que está sempre ali à sua volta, e que muitas vezes é negligenciado sem que você sequer se dê conta disso? Se entendesse que amanhã aquela pessoa não estaria ali para ouvir nada do que tivesse a dizer, ainda que merecesse um pedido de desculpas ou uma declaração de amor? Alguns ainda assim ficariam paralisados. Outros tentariam aproveitar o pouco tempo que resta. Quem sabe até pudessem mudar algo do que fosse acontecer? Quem sabe pudessem fazer valer a pena um dia juntos, mais até que uma vida inteira?
Mas e então, tudo andou errado. Ainda há o que consertar? Há. Requer mais coragem contorcer-se de culpa ou se esforçar para mudar? Lamentar o erro ou aprender com ele? Existe uma segunda chance? Sempre há tempo para mudar o rumo da estrada?

